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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Água para elefantes...





Adoro ler e finalmente terei mais tempo para me dedicar a esse hobbie.  Comecei lendo um livro chamado Água para elefantes e não consegui nem esperar o fim da leitura para indicá-lo a vocês.
Esse livro despertou minha atenção pelo nome, fiquei curiosa para descobrir o enredo por trás desse reticente título. Ao ler fui transportada para o mundo do livro tamanha a riqueza de detalhes. A autora, Sara Gruen, consegue prender o leitor em sua narrativa de linguagem simples e, ao mesmo tempo, cheia de reflexões nas entrelinhas. Além disso, o ambiente que se passa o livro é super gostoso: circo. Não posso dar um comentário completo porque não terminei, mas pelo o que li é apaixonante.

Como é de praxe vou deixar a sinopse:

Água para elefantes é um obra da escritora Sara Gruen, a autora dos best-sellers Riding Lessons e Flying Changes. A obra narra a história de Jacob Jankowski, que desde que perdeu sua esposa vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora. Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento, o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais. É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.
     Água para elefantes é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.         
    A obra ainda ganhou inúmeros prémios, entre eles o 2007 Book Sense Book of the Year Award, o 2007 BookBrowse Diamond Award for Most Popular Book, o Friends of American Literature Adult Fiction Award e o ALA/Alex Award 2007. Foi também finalista do International IMPAC Dublin Literary Award 2008.


    Já ia esquecendo que esse livro será levado às telas e Robert Pattinson interpretará o papel principal do estudante de veterinária, Jacob Jankowski. Além de Robert Pattinson, o elenco  conta também com  Christoph Waltz e Reese Witherspoon. O lançamento está previsto para esse ano ainda.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Duas bolas, por favor!



 Há alguns dias, vi casualmente na TV um trecho de uma mensagem que me deixou pensativa. Acho que terá o mesmo efeito sobre vocês. E dizia assim:


DUAS BOLAS, POR FAVOR - por Danuza Leão

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate...
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.


E ai, o que acharam?  Sei que segunda é dia de começar a dieta, de traçar metas, mas que tal nessa sair um pouco disso e simplesmente relaxar um pouco? Falando nisso, vou ali na sorveteria, até mais, Bjos!


sábado, 29 de janeiro de 2011

O salto...



Num dia desses de ócio me deparei com um clipe que, apesar de não ser novo, não tinha visto ainda. É o clipe da música O Salto, da banda O Rappa que foi lançado em 2004, dirigido por Bruno Murtinho e Sérgio Schmid, que chegaram a ganhar um  prêmio da MTV naquele ano.



Com certeza muito bem produzido e  diz muito nas entrelinhas. Com cenas fortes, uma temática social e associado à uma letra marcante, consegue nos deixar com uma sensação incômoda. O clipe mostra a história de um zelador, interpretado ator Gutti Fraga, que mora no Rio de Janeiro, logo após o plano econômico lançado pelo presidente Collor. O zelador, que é pai de um bebê e cuida dele sozinho, é demitido. Ele procura emprego, mas não encontra. Acaba se entregando à bebida e vai parar nas ruas, junto com a criança. O fim é trágico e nos acerta em cheio.  Vale a pena ver e refletir.
Obs.:  o youtube não tinha o clipe oficial, por isso deixei o link de onde encontrei.