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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Do aprendizado que restou...


        Em momentos de desespero me culpei ao extremo por desconfiar que o aprendizado, obtido das decepções, não serviu para evitar que outras acontecessem.
        O fato é que todas as experiências agregaram lições. É certo que elas me deixaram menos romântica e mais racional, também pudera!
         Mas sinceramente não consigo ver em que momento elas impediram alguma nova precipitação ou outra falha.
        Analisando o saldo, retiro minhas reclamações e espero que haja prematuridade nas minhas conclusões. Escolho acertar todos os futuros testes.. Espero...


sábado, 29 de outubro de 2011

Quem ri por último...




Sempre fica aquele amargo na boca, aquele fel disseminando mais e mais diante de algo desagradável.  Difícil descobrir que um sentimento, o qual você despejou mil cuidados, agora é maltratado na sarjeta da vida. Com certeza, um grande desgosto!
E se não bastasse, você descobre que virou motivo para chacota...comentários ácidos, julgamentos azedos, risadas picantes. Terríveis dissabores!
Há pessoas azedas, salgadas e amargas que, infelizmente, não creditam sentimentos doces. Acham mais prático zombar, fazer piadinha e blá-blá-blá. Mesmo sem saber disso, no fim das contas é só uma forma de fuga, vai por mim. Faça-me o sabor!
Têm medo dos temperos inusitados e das sensações que não podem controlar.
Como li em um texto do Arnaldo Jabour, ficam de “namorix” por aí e acham que isso vão saciá-los a vida toda, deixam o "amor" para um amanhã quem nunca chega. Acham mais conveniente isentar dessa responsabilidade de busca, de erros e acertos. Optam pelo caminho insípido e acham piada quem não segue a mesma filosofia de mau gosto. Às vezes salpicam um sal e tentam inutilmente burlar suas escolhas. Mas nunca açucaram seus dias. Acham sempre que doce enjoa e que dele nunca vão provar. Podem até acreditar nisso e continuar suas insossas vidas, sem maiores degustamentos.
Talvez em algum dia sem sal nem manteiga, sintam falta de sabores nunca experimentados ou até mesmo ignorados e cobicem sentir o que um paladar forçadamente saturado achou melhor não degustar.  E pra quem não conhece o doce, salgado, amargo e azedo, a vida é muito sem graça...
O gourmet não perdoa. Nunca mesmo.
Ai, eu de cá, bem resolvida com o que um dia amargou, vou olhar docemente para seus olhos inexpressivos e rir! E rirei melhor, bem melhor!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Escravidão


            
           Em nome da carência, escravos da busca por uma alma gêmea não são alforriados. Continuam angariando histórias de senzalas. Não buscam emancipação.

           A culpa disso tudo é resumir a felicidade ao encontro desse grande amor. Pessoas cada vez mais independentes e, ao mesmo tempo, cada vez mais dependentes... de uma utopia.
            Há pressa. O corpo se entrega rápido demais à espera de um sentimento que pode nunca vir a aparecer. A promessa vira uma mercadoria vendida a céu aberto. Resultado: chibatadas que trazem o acúmulo de cicatrizes emocionais.
           Acho que sempre é hora de rever conceitos. Abandonar a pose de vítima ingênua, agir com responsabilidade e realismo. Assinar a Lei Áurea e arrebentar as correntes desse pensamento.