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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A fórmula


            Ah se um relacionamento amoroso tivesse uma fórmula matemática para dar certo, um receitinha de bolo, uma bula ou um manual de instruções, metade de nossos problemas estariam resolvidos.
            Baseado em observações diria que algumas dicas podem deixar o relacionamento mais tranquilo, digamos assim.Para início de conversa manter a individualidade é essencial. Não se afastar dos antigos amigos e mantê-los a todo custo também. Não abdicar da sua vida em função do outro é importante. Lembrar que excesso de telefonemas e a obrigatoriedade dos mesmos atrapalha. Abuso de convivência  dá vazão à brigas irracionais e estúpidas, sendo assim menos é sempre mais.  Falta de respeito (principalmente na frente de outras pessoas), traição e falta de envolvimento dificulta um tanto. Não desprezar ou mimar demais,ou seja, saber dosar homeopaticamente esses verbos. Contato com ex ou tocar nesse assunto é terminantemente proibido. Saber ceder de vez em quando traz benefícios mútuos. Ter humildade e valorizar as conquistas do outro é formidável! Ajudar o outro a superar inseguranças é nobre. Esforçar ao máximo para dar certo com a família do companheiro é divino. Manter sempre aquele amor indiscreto aceso. Não descuidar da aparência faz bem aos dois. Ser chicletinho demais é estressante. Incentivar os progressos do outro mostra cumplicidade. Reclamar sempre das roupas do outro é um saco. Inquietação demais incomoda. E acomodação em demasia também. Saiba encontrar o meio-termo. Crises de ciúmes detonam a relação, mas a indiferença também. Brigas constantes e irracionais estão dispensadas.Intimidade e reconquistas são permitidas!
          Enfim, esse é um pequeno aperitivo diante do banquete de dificuldades que um casal enfrenta e quem dera fosse fácil fazer tudo isso. Mas não custa refletir. Enfim, "ainda encontro a fórmula do amor..."



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Desvende-me



           Tirei as vendas, abri os olhos e sol batia no meu rosto. Fui invadida pelo pensamento de que acordei para cultivar bons hábitos, tomar aquele cafezinho com a família, brincar com o bichinho de estimação... Ou seja, dar atenção a esses pequenos deleites que nos fazem explodir de alegria e paz interior.
Entendi que nossa complexidade humana ainda ofusca essa simplicidade e nos faz perdidos em labirintos sombrios. Logo naquele instante que você poderia contemplar momentos sutis e encantadores... Desfrutar e valorizar todos eles. Logo quando não existe nenhuma preocupação com P maiúsculo. Mas antes que você caia na real, já surgiram novas preocupações que te apunhalam do momento que acorda até a hora que consegue fechar os olhos. Ai fica fácil constatar que era feliz e não sabia.
Basta! O jeito é ser feliz e saber que está!  Mesmo que aquele amor de conto de fadas ainda não tenha surgido, mesmo que aquela promoção no emprego não tenha despontado, mesmo que aquele reencontro ainda demore alguns ‘X’ no calendário. É bom viver na expectativa. É bom viver só de momentos. É bom esperar por uma pessoa que mude sua vida ao comprar pão. É bom esperar por vizinhos novos e charmosos. É bom esperar a semana se arrastar até o dia daquela viagem. É bom esperar o feriado para poder ficar relax com o namorado. Tudo isso é bom!  Ou seja, ter metas, almejar por algo que faça aquele dia de estudos intermináveis ficar menos chato, algo que faça aquele momento de carimbar e grampear menos mecânico. Algo que faça a quinta-feira ter cara de sexta. Que faça o doce ser sempre chocolate, que faça a leitura ser mais entretida, que faça os pensamentos amenos... Enfim, que faça as vendas serem rasgadas e um novo olhar sobre a vida nascer...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tempo, tempo mano velho...



“Hoje o tempo voa, amor”. Na verdade a maioria dos dias é assim... E tem horas de monotonia e tédio que ele cursa tão devagar que só conseguimos pensar em quando tiver passado. A ansiedade faz isso: põe freio no tempo fazendo ele se arrastar sem fim. No entanto, se não prestamos atenção e ficamos anestesiados, ele continua passando imperceptível.  Ou seja, o tempo muda de acordo com nossa percepção.  No fim, o tempo é apenas uma ilusão. De forma simples acontece, sem que possamos vê-lo, senti-lo ou percebê-lo.
Ocorre que nosso cérebro, todos os dias processa observações de pessoas, objetos, movimentos, nascer e pôr do sol, verificando todas as novidades e incentivando que hábitos e conceitos sejam criados ou mantidos.
A primeira vez de qualquer experiência é intensa e requer a dedicação de muitos recursos para compreender o que está acontecendo. Mas a cada vez que ocorrer uma repetição dessa experiência, o nosso cérebro deixará de processar conscientemente essa repetição, automatizando pensamentos, deletando experiências duplicadas que no final deixam de contar no saldo do dia. Por isso, no decorrer dos anos o tempo parece passar mais rápido devido essa repetição de experiências, e quanto mais idade, mais o processo é acentuado. Com a idade é normal que tudo se repita. Você conhece as mesmas pessoas, depara com os mesmos problemas e as experiências de verdade vão diminuindo, daí a sensação de que você faz aniversário cada vez mais rápido.
 Em crianças tudo é novidade e faz a mente parar para pensar e processar a informação, o que faz que o dia pareça ter sido longo. Dias longos e  cheios de novidades e anos que duram eternidades fazem parte da realidade temporal de uma criança.
Outra coisa interessante é que nos momentos em que não estamos em guerra com nossas percepções sobre o tempo, ficamos elegendo nossas melhores memórias. Estima-se que mais da metade das conversas tenham referências a eventos passados. E quando não estamos voltando ao passando, ficamos projetando o futuro, ou seja, viajando mesmo no tempo, nas memórias cristalizadas e nos projetos com mil potencialidades.
O que dá pra concluir é que enquanto ele passa “vamos viver tudo que dá pra viver, vamos nos permitir”.

"Por mais que o tempo possa parecer a passagem das horas, vão parecer curtos se pensar que nunca mais há de vê-los passar."
( Aldous Huxley )