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sábado, 17 de dezembro de 2011

Todos menos eu



A banda O GABBA é originalmente de Patos de Minas-MG, surgiu no final dos anos 90 e tem na veia o rock.O vocalista Rubinho Gabba mudou-se para Brasília e por lá fez novas parcerias, como nessa música ao lado de Franco Levine. O Gabba possui composições próprias de altas críticas e reflexões, além de ritmos contagiantes e de roupagem moderna.Particularmente, essa banda foi por vários momentos minha trilha sonora . Devido à proximidade da minha cidade, a banda fazia muitos shows por lá e acabava por sempre estar em momentos importantes da minha vida. Sou fã demais! 
Por hoje, mostro a música "Todos menos eu" que fala sobre o amor. Vale a pena demais prestar atenção à letra que é lindíssima. Perfeita!




Todos menos eu

O Gabba

Um sentimento é feito chuva que cai
Sobre a sua cabeça por onde você vai
É como um frio que vem de dentro
Quando a pele descobre que pele quer tocar

Um sentimento é muitas vezes mais
Que muitas vezes o mesmo pensar
Querer continuar o mesmo sonho
Do mesmo ponto quando acordar

E pensar o tempo todo a mesma coisa
Pra não chegar a conclusão nenhuma
É funcionar a meia fase
É ser feliz pela metade

É isso mesmo que eu sinto por você
Metade justa do que eu sinto por nós
Um terço do que não tem mais sentido
Um quarto de um quarto de um quarto vazio

Eu tenho um milhão de conhecidos
Me parecem que no mundo todos sofrem por amor
Agora eu não
Só sofro a falta que você me faz

Amor, ainda tenho o meu
Pra dar e vender ou pra chamar de próprio ou do que eu quiser chamar meu bem
Amor, o sentimento é um desejo
Que você jamais desejaria pra não realizar

É isso mesmo que eu sinto por você
Metade justa do que eu sinto por nós
Um terço do que não tem mais sentido
Um quarto de um quarto de um quarto vazio

Eu tenho um milhão de conhecidos
Me parecem que no mundo todos sofrem por amor
Agora eu não
Só sofro a falta que você me faz

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Indivisíveis



O meu primeiro amor e eu sentávamos numa pedra que havia num terreno baldio entre as nossas casas. Falávamos de coisas bobas, isto é, que a gente grande achava bobas. Como qualquer troca de confidências entre crianças de cinco anos. Crianças... Parecia que entre um e outro nem havia ainda separação de sexos, a não ser o azul imenso dos olhos dela, olhos que eu não encontrava em ninguém mais, nem no cachorro e no gato da casa, que apenas tinham a mesma fidelidade sem compromisso e a mesma animal - ou celestial - inocência. Porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu. Não importava as coisas bobas que disséssemos. Éramos um desejo de estar perto, tão perto, que não havia ali apenas duas encantadoras criaturas, mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra, enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se, não sabia que eles levariam procurando uma coisa assim por toda a sua vida...

Mario Quintana

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O amor é felicidade


"Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).

O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.


A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.


Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.


Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.


A felicidade é amor, só isto.

Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar."
Hermann Hesse
Lindas palavras, lindas reflexões...
Perfeito!