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sábado, 31 de dezembro de 2011

Chega-se a Marte, mas não se chega ao próximo


Neste meio século não parece que os governos tenham feito pelos direitos humanos tudo aquilo a que moralmente estavam obrigados. As injustiças multiplicam-se, as desigualdades agravam-se, a ignorância cresce, a miséria alastra. A mesma esquizofrênica humanidade capaz de enviar instrumentos a um planeta para estudar a composição das suas rochas assiste indiferente à morte de milhões de pessoas pela fome. Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante.

Trecho do discurso de José Saramago ao receber o Prêmio Nobel de Literatura.

1 comentários:

Alê disse...

Menina,

Que seu ano seja de muita, muita, muita paz!


Bjkas