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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Além de mim


Quantas vezes tudo o que nos cabia fazer era ter fé? Enumero milhões de ocasiões assim. Fé em dias melhores. Não importa o que nos falem, continuamos a ter medo. Não há palavras que o amenizem, Não há estímulo contra ele. Não há avanços.
Nessas horas me permito recair. Mesmo quando seja por segundos. Quero paz! Até essa paz acomodada me serve! Momentaneamente, por enquanto...
Até quando me rebelo outra vez e o medo me toma.
Petrificada. Paralisada. Pálida. Uma quantidade enorme de suspiros de cansaço ao meio de um aperto no peito e um frio no estômago. O sentimento borboleta em mim e dá sinais que quer explodir.
Mas existe só o medo. O novo tem dessas coisas até mesmo quando é o " de novo o novo".
Outra vez estou aqui, mais amadurecida e vivida, lutando contra minhas frustrações e tentando afogar esse medo que me entorpece. Tentando aniquilar esse sentimento. E qual a arma escolhida? Fé.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um brinde!!!


Despeço-me de 2011 ao mesmo tempo sentindo plenitude e com um gostinho de quero mais. Na batalha entre esses sentimentos, acho que o novo reluz mais e encerra esse combate sem sentido. Afinal, passou ou melhor tá passando e já passará. E depois de tantos esforços, lágrimas, sorrisos incontidos, esperanças quebradas, estresses, diversões, sofrimentos, vitórias... tudo o que resta é um saldo. O qual me orgulho em divulgá-lo positivo. Memorável.
Agradeço esse 1 ano de blog! Dividir sentimentos, pensamentos e palavras me fez melhor! E espero que continue me fazendo bem! Que venha 2012! Um brinde ao profético 2012! Um brinde gelado e borbulhante de esperanças.

Chega-se a Marte, mas não se chega ao próximo


Neste meio século não parece que os governos tenham feito pelos direitos humanos tudo aquilo a que moralmente estavam obrigados. As injustiças multiplicam-se, as desigualdades agravam-se, a ignorância cresce, a miséria alastra. A mesma esquizofrênica humanidade capaz de enviar instrumentos a um planeta para estudar a composição das suas rochas assiste indiferente à morte de milhões de pessoas pela fome. Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante.

Trecho do discurso de José Saramago ao receber o Prêmio Nobel de Literatura.