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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Gentileza gera gentileza


Momento de arrumação. Abro a gaveta do meu criado- mudo e encontro entres rabiscos e desenhos uma letra de receituário médico. Essa tal letra diz uma frase:

Gentileza gera gentileza

Começo a refletir...Na teoria é lindo!Se a gentileza é um modo de agir, uma visão sobre o mundo, é muito mais do que ser apenas educado e politicamente correto. É renúncia. Significa algo mais profundo, sobre o caráter mesmo, sobre valores éticos.
A ciência tem comprovado o que o profeta Gentileza pregava.Sintetizando seus murais sob o viaduto do Gasômetro, podemos dizer "gentileza gera gentileza".Seus ensinamentos têm um grande poder e é diretamente ligado com a inteligência, elevação do bem-estar.
Sua denúncia de valores, de nosso ponto de vista cego e surdo ao lidar com outras pessoas, esse excesso de individualismo e preocupação consigo mesmo e de pouco tempo para o outro chamou atenção para a causa.
Sei que a mudança não é do dia pra noite e depende muito da nossa força de vontade até adquirir o hábito. É resistir à determinação imposta pelos nossos hábitos corridos e egoístas.

No fim, isso tudo partiu de um simples rascunho entre tantos outros. O que gerou uma grande lembrança...que até poderia não ser vista tão bem assim.Já que as ações se restringiram às palavras e nada mais que isso.Nesse caso foi fácil falar (escrever), difícil foi dar vida ao que foi escrito. Nem tudo foram flores...Posso culpar pessoas, julgar de novo os erros alheios, os autores dos meus sofrimentos.
Difícil escapar das lembranças, mais ainda é lidar com elas.Mas nesse momento, inspirada por essa grande frase, prefiro agir gentilmente com minhas lembranças e passado. Aos olhos da gentileza que gera gentileza, faço dessas palavras minha ação.


"O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta"

Gentileza, Marisa Monte

domingo, 16 de outubro de 2011

Pesadelo


Quando um muro separa, uma ponte une
Se a vingança encara, o remorso pune
Você vem, me agarra, alguém vem, me solta
Você vai na marra, ela um dia volta

E se a força é tua, ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte
Olha o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós...olha aí...


Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente...olha eu de novo. 



Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro

Errar é útil



Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem      
Mas amar é profundo                                                          
E nele sempre cabem de vez

Todos os verbos do mundo

Zélia Duncan