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Entre o certo e o errado, a crueldade e bondade nunca há espaço no ringue para um momento racional.
Brigas egoístas muitas vezes protagonizadas por mim, sim, eu assumo a culpa.
Se por um lado a infantilidade é oculta para o mundo, por outro ela se mostra extrovertida nesses momentos. Dança na minha cara emburrada, grita nas respostas silenciosas e pula nas pirraças que faço.
Para o resto da sociedade, demonstro e esbanjo minha calmaria, mas nessa hora desconto com juros e correções minha revolta.
A única coisa que percebo é uma raiva, uma faísca queimando dentro de mim, instigando a retrucar com uma palavra cruel, uma atitude covarde, um "descontar de raiva".
Gostaria de ficar no meu devido lugar e canalizar essa raiva para algo merecedor.Gostaria de parar de investir em atitudes que surram o relacionamento. Gostaria de não me sentir decepcionada com algo e querer revidar dessa forma vingativa. Gostaria de não cultivar tantas expectativas e sentimento ruins.
Mesmo sabendo da minha culpa, não é o suficiente para cessar com as repetidas e inconvenientes discórdias.
Mesmo sabendo que quando tento te ferir, me machuco muito mais.
Mesmo sabendo o valor daquela companhia e que ninguém no mundo pode querer mais o meu bem.
Mesmo sabendo que posso te perder.
Mesmo sabendo que nunca vale a pena.
Ainda assim, insisto. Insuportavelmente, eu insisto. De forma doentia, eu insisto. Como vício comportamental, ainda insisto. Apanho da vida, mas insisto.
Considero o autoconhecimento com um primeiro passo para dar um fim a tudo isso. Esse processo, exige paciência, perguntas difíceis e respostas duras. Exige treinamento. Exige tempo.
Enquanto isso, uma conclusão eu tiro:
Das vezes que brigo com você, eu sempre saio brigada comigo.
Se eles são contra nós, o que será a favor? Sabe aquela " vista grossa" que se distrai e mostra aquele lado que não queremos ver, aquele "empurrar com a barriga", deixar passar? Pois é..a consciência de que algo está errado se mostra aos poucos, nas falhas da nossa "enganação". Pelas frestas do nosso mundo perfeito, saem esporos de realidade. Microscópicos. Nunca damos atenção, não enxergamos. Reativos e alergênicos se fazem notáveis depois um certo tempo. Dai, sabe aquela vontadezinha que começa como uma coceirinha leve e depois se alastra? Bingo!
A partir dai pensamentos mais racionais são concebidos. Geralmente vêm de descontentamentos incubados e crescentes, da vontade de revanche, de riscar a ponta do lápis no papel do nosso destino. A ideia começa a ficar recorrente ao ponto de não se conseguir pensar em outras coisas. Vagou um tempinho no cérebro, lá vem o pensamento infectando .
Ai, substantivo, verbo, pronome, artigo e demais classes gramaticais se juntam e ficam mais expressivos. Pronto. De súbito esses recém-nascidos evocam sua voz e, de repente, você se vê locutor das suas angústias mais secretas, mais valiosas. Quando o pensamento toma voz, o caso se complica. Os boletins diários nos deixam ofegantes e receosos. Até que... sobra apenas uma saída: mudança. Uma tríade de desejos : vento, movimento, voar.
E o Nobel da Medicina anuncia seu nome! Você encontrou a cura! E na farmácia se pede, uma dose de Coragem, por favor.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Das vezes que brigo com você
Entre o certo e o errado, a crueldade e bondade nunca há espaço no ringue para um momento racional.
Brigas egoístas muitas vezes protagonizadas por mim, sim, eu assumo a culpa.
Se por um lado a infantilidade é oculta para o mundo, por outro ela se mostra extrovertida nesses momentos. Dança na minha cara emburrada, grita nas respostas silenciosas e pula nas pirraças que faço.
Para o resto da sociedade, demonstro e esbanjo minha calmaria, mas nessa hora desconto com juros e correções minha revolta.
A única coisa que percebo é uma raiva, uma faísca queimando dentro de mim, instigando a retrucar com uma palavra cruel, uma atitude covarde, um "descontar de raiva".
Gostaria de ficar no meu devido lugar e canalizar essa raiva para algo merecedor.Gostaria de parar de investir em atitudes que surram o relacionamento. Gostaria de não me sentir decepcionada com algo e querer revidar dessa forma vingativa. Gostaria de não cultivar tantas expectativas e sentimento ruins.
Mesmo sabendo da minha culpa, não é o suficiente para cessar com as repetidas e inconvenientes discórdias.
Mesmo sabendo que quando tento te ferir, me machuco muito mais.
Mesmo sabendo o valor daquela companhia e que ninguém no mundo pode querer mais o meu bem.
Mesmo sabendo que posso te perder.
Mesmo sabendo que nunca vale a pena.
Ainda assim, insisto. Insuportavelmente, eu insisto. De forma doentia, eu insisto. Como vício comportamental, ainda insisto. Apanho da vida, mas insisto.
Considero o autoconhecimento com um primeiro passo para dar um fim a tudo isso. Esse processo, exige paciência, perguntas difíceis e respostas duras. Exige treinamento. Exige tempo.
Enquanto isso, uma conclusão eu tiro:
Das vezes que brigo com você, eu sempre saio brigada comigo.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Recanto das palavras
Essa necessidade de escrever nasce sempre quando acordo
querendo ficar quietinha. Remoendo cá com meus botões e deixando escapar o
mínimo de palavras possíveis. Em companhia da preguiça típica de
segunda-feira, essa vontade cresce até
me render ao teclado do computador, mesmo estando ameaçada pela reincidência da
tendinite.
Possuída por uma força interna em contraste com meu desânimo
aparente, desato em cliques e tiques até sair um parágrafo, dois... falando de
nada e de tudo.
Tenho um desejo de um dia conseguir simplificar o mais
complexo dentro de mim. Enquanto esse desejo não se torna realidade, me entrego
às palavras...
Junto com elas vem o pensamento de um mundo paralelo, lúdico!
Onde cada um faz o que realmente gosta e por um tempo justo, onde não somos
vítimas de uma má política ou de violência, onde a qualidade de vida está em
primeiro lugar e onde há pureza e bondade para vermos o que o ser humano tem de
melhor.
Esse mundo também tem árvores de algodão doce, água calma e
cristalina, emoldurada por uma areia branquinha, e uma brisa perfumada. Onde é
possível alcançar as nuvens e escorregar em suas formas macias e, depois de se
cansar, deitar sob elas e traçar desenhos, imaginar diferentes imagens e se
divertir. Olhar para o horizonte e ver montanhas verdes ou o mar azul a perder
de vista. Sentir todas as cores formando um arco-íris em cada sorriso. Brincar
com as flores em um jardim secreto e brindar com um beija-flor. Mergulhar nas
profundezas de um mar tranqüilo, sem remorsos e ressaca. Nadar com os peixes e cantar
com as sereias as mais lindas canções. E
depois, para qualquer lugar,voar... Respingando
água lá do alto e fazendo chover. Pé no
chão e, de repente, as luzes se apagam e acendem os vagalumes, iluminando os pensamentos
até o sono aparecer. Dormir sem medo de pesadelos, livre para sonhar. Sem pedir licença eles vêm e no outro dia se
tornam realidade.
Uma vez sonhei em driblar as distâncias geográficas e agora com o teletransporte é possível ir para o outro lado do mundo em segundos, ir
no estado vizinho rever a família que tanto faz falta, ir ali abraçar um gato e
uma cachorrinha que tanto trazem alegria, subir em árvores e comer frutos
frescos e suculentos e ainda voltar a tempo de ver o pôr-do-sol do lado de quem
faz bem.
Esse mundo não é feito de vaidades. A morte não existe. As
pessoas evoluem. Não há autodestruição . Não há tempo para maus
pensamentos. É eterno para o amor. Ah, o amor...
Ops, a folha acabou... Aos poucos despeço do meu mundo paralelo
e vou atravessando a ponte em direção à realidade. As palavras brotaram, o coração se aliviou, a
quietude passou.
Fico bem! Se precisar torno a pegar meu lápis e, como um passe de mágica, volto para o meu
recanto dos sonhos, das palavras.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Pensamentos, desejos, movimentos...
Se eles são contra nós, o que será a favor? Sabe aquela " vista grossa" que se distrai e mostra aquele lado que não queremos ver, aquele "empurrar com a barriga", deixar passar? Pois é..a consciência de que algo está errado se mostra aos poucos, nas falhas da nossa "enganação". Pelas frestas do nosso mundo perfeito, saem esporos de realidade. Microscópicos. Nunca damos atenção, não enxergamos. Reativos e alergênicos se fazem notáveis depois um certo tempo. Dai, sabe aquela vontadezinha que começa como uma coceirinha leve e depois se alastra? Bingo!
A partir dai pensamentos mais racionais são concebidos. Geralmente vêm de descontentamentos incubados e crescentes, da vontade de revanche, de riscar a ponta do lápis no papel do nosso destino. A ideia começa a ficar recorrente ao ponto de não se conseguir pensar em outras coisas. Vagou um tempinho no cérebro, lá vem o pensamento infectando .
Ai, substantivo, verbo, pronome, artigo e demais classes gramaticais se juntam e ficam mais expressivos. Pronto. De súbito esses recém-nascidos evocam sua voz e, de repente, você se vê locutor das suas angústias mais secretas, mais valiosas. Quando o pensamento toma voz, o caso se complica. Os boletins diários nos deixam ofegantes e receosos. Até que... sobra apenas uma saída: mudança. Uma tríade de desejos : vento, movimento, voar.
E o Nobel da Medicina anuncia seu nome! Você encontrou a cura! E na farmácia se pede, uma dose de Coragem, por favor.
1ª do singular
- Edi Reis
- Evito me definir para depois ter a liberdade de mudar. Na maior parte do tempo sou analfabeta de mim mesma. No entanto me arrisco. E rabisco... No fim, sou que nem todo mundo: com o telencéfalo “altamente desenvolvido” e o polegar opositor, que permite o movimento de pinça entre os dedos. Mesmo assim "é curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer[...] Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração[..]Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre." Trecho de O jeito como eu sou - Clarice Lispector e Roteiro do documentário Ilha das Flores.
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